Gestão de riscos (conto)
Gestão de riscos
Jazia ali, sobre a mesa, agora
inerte, o corpo do Aedes.
Movimento impensado, mas não por
afobamento ou descuido: há automatismos que independem, ontologicamente, de
julgamentos, como piscar os olhos ou arrumar o corpo em uma cadeira.
Certos episódios coagem almas
contemplativas à interação. Nesse caso, indagou ela ao agente sanitizante:
-
Por que o matou?
-
Dengue.
-
Mata-se quem transmite doenças?
-
Sim.
-
Hum… e se você me passar gripe?
-
Não sou inseto.
-
Sei… Mas são todos transmissores?
-
Alguns.
-
E por que matou este?
-
Pode transmitir.
-
Podemos… podemos…

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